AS 7 FARSAS SOBRE A FELICIDADE

 

Falar sobre felicidade é sempre uma tarefa delicada devido a sua relatividade, por isso optei por retratá-la através das farsas que são incutidas pela sociedade em nossa mente sobre felicidade, que na maioria das vezes somente nós afastam dela.
I. Felicidade é ter dinheiro
Essa é uma das maiores farsas sobre a felicidade, desde que já tenhamos as necessidades básicas supridas. São nos países de 1º mundo que os medicamentos antidepressivos são mais vendidos e também onde são registradas as maiores taxas de suicídios.
Ao contrário do que pensamos as pesquisas demonstram que o dinheiro gasto em bens não traz a felicidade esperada, mas aquele gasto com relacionamento com as pessoas que gostamos como viajens, refeições, festas e etc. trazem.
Essa ilusão ocorre, pois muitos erroneamente acreditam que quem tem mais vale mais e quem tem menos vale menos, ou seja, uma inversão valores ter e ser
Não estou dizendo que dinheiro não é importante, cada um lida com ele ao seu modo, mas com certeza ele não é fonte da felicidade.
II. A felicidade dos outros ofusca a nossa
Quem me conhece sabe que possuo uma felicidade exacerbada e devido a isso recebo criticas de que ela incomoda algumas pessoas ao meu redor. Isso é inveja, um sentimento antagônico á felicidade, observe, que coincidentemente, todos os invejosos são infelizes.
O Baron de La Brede et de Montesquieu diz que “Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria difícil. Mas como queremos ficar mais felizes do que os outros é difícil, porque achamos os outros mais felizes do que realmente são”
Bertrand Russell, em “A Conquista da Felicidade” diz que a felicidade que satisfaz verdadeiramente é acompanhada pelo completo exercício das nossas faculdades e pela compreensão plena do mundo em que vivemos, ou seja, a sua felicidade depende somente de você.
III. A felicidade depende dos outros
Em minha opinião a felicidade está muito mais vinculada à atitude pessoal e a forma como construímos nosso mundo interno do que ao mundo externo, mesmo sendo influenciado por ele, mas o a felicidade em si está em nossos comportamentos na forma como vemos o mundo ao nosso redor, por isso que a felicidade é tão relativa.
Cuidado para não ser influenciado pelos sonhos coletivos de felicidade invente o seu próprio ambiente interior de felicidade, alimente-o sempre com momentos mágicos novos e mantenha-o fora de alcance dos pessimistas de plantão. Levo-o com você sempre em qualquer lugar que for, porque se existe realmente felicidade, ela está dentro de você.
IV. A felicidade está no final do arco-íris
Aquela historia de que somente será feliz quando casar, comprar sua casa, se formar, conseguir aquela promoção é uma desculpa para postergar a sua felicidade.
Estudos demonstram que as circunstâncias são responsáveis por apenas 10% da nossa felicidade, também demonstram que conseguir aquilo que queremos nos faz feliz apenas por um breve período de tempo alguns minutos, horas ou dias. Depois que passa aquela excitação inicial da conquista voltamos “ao normal” ou até sofremos um efeito rebote de infelicidade.
Felicidade não é um destino, mas uma jornada.
V. Pessoas felizes sempre têm a auto-estima elevada
Estudos realizados pela Califórnia University contradizem esta afirmação, na realidade auto-estima e felicidade não possuem nenhuma correlação de dependência.
O estudo demonstra que pessoas com auto-estima elevada podem ser infelizes, pois definem objetivos mais ousados que geram frustração quando não atingidos dando origem á sementes de infelicidade. Já aquelas com baixa auto-estima são felizes, pois acreditam na máxima de Aristóteles: A felicidade pertence aos que se bastam a si próprios, ou seja, exigem menos da vida e assim estão satisfeitos com a vida que levam.
VI. A Felicidade é eterna
E viveram felizes para sempre... somente existe em contos de fadas, na vida real existem altos e baixos. No século XVIII criou-se a crença de que o ser humano deveria evitar a dor das sensações negativas, ou seja, devemos evitá-las.
Na teoria isso é muito bonito, mas existe um problema nesta filosofia de vida, a dualidade das emoções. Embora dolorosas as ditas sensações negativas são na maioria das vezes responsáveis pelo nosso próprio crescimento, alem disso aprendemos que os efeitos destas sensações são temporários, e suas causas, específicas, delimitadas, já que a realidade é mutável.
Enfim enfrentar estas sensações nos torna mais fortes e conscientes de nossas competências.
VII. Eu não sou feliz
Não existe receita de felicidade, qualquer pessoa pode ser feliz.

Ao contrário do que imaginamos a falta de felicidade não está ligada simplesmente a um conceito de felicidade muitas vezes utópico. Pesquisadores têm observado que a forma na procura é que tem levado milhões de pessoas a não encontrá-la, pois as pessoas se esforçam tanto nesta busca que acabam deixando de lado os pequenos prazeres e alegrias diários, que podem ser consideradas como ilhas de felicidade

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